PARANÁ

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Coluna: Queria estar em Picuí

ALEGRIA GERAL EM PICUÍ
Estou longe da nossa querida Picuí, porém continuo bem informado sobre o que acontece ali, graças as minhas fontes.
Queria estar, sim, nesse momento na minha terra natal para contemplar a felicidade que toma conta da população, graças as chuvas que vêm caindo em solo picuiense, que já foram suficientes para fazer o Açude de Picuí sangrar. Há quase 30 anos isto não acontecia. Esse açude, o primeiro a abastecer a cidade, fica localizado na entrada da cidade (ou, como queira, na saída para Baraúna), mais precisamente no bairro Limeira (O antigo berra bode).

EX-PREFEITO ÀS LÁGRIMAS
Fui informado que o ex-prefeito da cidade no início da década de 60, José Mariano da Silva, hoje residindo no bairro Catolé, em Campina Grande-PB, chorou ao ser informado que o Açude Picuí havia sangrado.

AÇUDE DE CARAIBEIRA
Esse reservatório d’água, responsável pelo abastamento da Picuí por muitos anos e de quase dez cidade do Curimataú no período da estiagem, estava numa situação difícil, mas Deus fez com que ele sangrasse nessas chuvas, levando água para o Açude de Serraria, responsável, hoje, pelo abastecimento da cidade.
Aliás, por falar no açude de Serraria fui informado que ele já recebeu, até domingo último, seis metros d’água na parece, o que representa alívio para os picuienses, que terão água garantida nas torneiras pelo menos por mais uns seis a oitos anos, conforme minhas previsões.

COMO QUERIA ESTAR LÁ...
...
Para ver o prefeito Rubem Germano, Dumas Mahomed, João Bilhete e dona Josefa(meus queridos pais), Joaquim Vidal, João e Ilda (do bar), Severino Gomes, Fenelon Luz, Ednaldo Lúcio, João Vidal, Pedro Nicácio, Zé Baldo e sua esposa Neném; Zé de Berto, Lili, Amorim Guarda, Severino Estrela, Antônio Henrique (poeta), e mais outros bons amigos, como Francisco Araújo, J. Tavares, Jair Gomes, Zé Guarda, Itamar Luz (Pastor Nito), Edinho, Afonso Neves, e essa turma mais jovem da cidade felizes, se abraçando, relembrando os tempos idos em que Rio do Pedro descia com grande volume d’água, atingindo o teto da ponte.

PRESENTE PELA IMAGINAÇÃO
Imagino aquelas pessoas alegres em cima da ponte; alguns pulando nas águas, outros dizendo: há quantos anos não víamos isto em Picuí; a turma do esporte afirmando: “eita, aqui a gente jogava bola, lembrando os inúmeros torneios ali realizados”. Talvez, à época, muitos deles jamais pensando que um dia contemplariam aquele rio como está hoje.
Imagino também meus irmãos em Cristo Jesus nos cultos em suas igrejas agradecendo a Deus pelas chuvas que trouxeram muitas esperanças para o homem do campo. E para o da cidade também.
Obrigado, Senhor, pelas bênçãos direcionadas ao povo da minha terra!

Gomes Silva é jornalista e pastor evangélico da Igreja Batista Independente em Parnaíba-PI

quinta-feira, 10 de abril de 2008

A Europa resistirá à islamização?

Alguns analistas do Islã na Europa Ocidental afirmam que o continente não pode escapar a seu destino “eurábico”; que as tendências dos últimos cinqüenta anos continuarão até que os muçulmanos se tornem a população majoritária e que a lei islâmica (a Shar’ria) prevaleça e impere.

Eu discordo, afirmando que há outro caminho que o continente europeu pode tomar, aquele da resistência à islamização e da reafirmação de modos tradicionais. Os europeus nativos – que perfazem 95 por cento da população – podem insistir quanto a suas tradições e costumes históricos. Se eles assim o fizerem, nada se lhes oporia e ninguém poderia detê-los.

De fato, os europeus estão mostrando visíveis sinais de impaciência com a Shar’ria, que vem avançando pouco a pouco. A legislação na França que proíbe o uso de hijabs[1][lenços recobrindo as cabeças das mulheres] nas salas de aula de escolas públicas sinaliza a relutância em aceitar os modos islâmicos, relutância com a qual se relacionam os esforços para banir burqas, mesquitas e minaretes. Por toda a Europa Ocidental, os partidos antiimigrantes têm, em geral, crescido em popularidade.

Essa resistência tomou um novo rumo poucas semanas atrás [final de março], com dois eventos dramáticos. O primeiro, em 22 de março, quando o próprio Papa Bento XVI batizou, confirmou e deu a Eucaristia a Magdi Allam, de 56 anos, um proeminente muçulmano nascido no Egito e que há muito vive na Itália, onde é um dos principais editores do jornal Corriere della Sera, além de autor bastante conhecido. Batizado, Allam adotou Cristiano como o seu nome do meio[2]. A cerimônia de conversão não poderia ter sido mais destacada, pois se deu durante o serviço religioso noturno na Basílica de São Pedro, na véspera do domingo de Páscoa, com extensa cobertura de muitas estações de televisão, incluindo a do Vaticano.

Allam deu seqüência à sua conversão com uma declaração pungente, na qual afirmou que além “do fenômeno do extremismo e terrorismo islâmico que surgiu em nível global, a raiz do mal é inerente a um Islã que é fisiologicamente violento e historicamente antagônico”. Em outras palavras, o problema não é apenas o islamismo, mas o próprio Islã. Um comentarista, "Spengler", do Asia Times, vai mais longe ao dizer que Allam “representa uma ameaça existencial à vida muçulmana” porque ele “concorda com seus ex-correligionários no repúdio à cultura degradada do Ocidente moderno e lhes oferece algo bastante diferente: uma religião fundada no amor”.

No segundo evento, em 27 de março, o holandês Geert Wilders, de 44 anos, lançou o seu há muito aguardado filme de 15 minutos, Fitna, que consiste de alguns dos mais belicosos versos do Corão, seguidos de ações levadas a cabo por islamitas em anos recentes e de conformidade com tais versos. A implicação óbvia é de que os islamitas estão simplesmente agindo de acordo com suas escrituras. Nas mesmas palavras de Allam, Wilders também afirma que “a raiz do mal é inerente” ao Islã.

Ao contrário de Allam e de Wilders, eu faço sim a distinção entre Islã e islamismo, mas acredito ser imperativo que suas idéias sejam ouvidas sem restrições, vituperações ou punição. Um debate honesto acerca do Islã precisa acontecer.

Se a conversão de Allam foi uma surpresa e o filme de Wilders causou alvoroço crescente três meses antes do lançamento, não ocorreram reações violentas tais como aquelas enfrentadas por críticas ao Islã anteriores. De acordo com o jornal Los Angeles Times, a polícia holandesa contatou imãs para medir a reação nas mesquitas de Amsterdã e descobriu, de acordo com o porta-voz da polícia, Arnold Aben, que “[...] hoje está mais quieto que o habitual. Parece uma espécie de feriado”. No Paquistão, uma demonstração contra o filme atraiu apenas algumas dúzias de manifestantes.

Essa reação relativamente contida aponta para o fato de que as ameaças muçulmanas foram suficientes para garantir a censura. O primeiro-ministro holandês Jan Peter Balkenende condenou Fitna e, depois que 3,6 milhões de visitantes o assistiram no website britânico LiveLeak.com, a empresa anunciou que “[E]m decorrência de ameaças de natureza muito séria à nossa equipe,... à Liveleak não restou alternativa a não ser a de remover o filme Fitna de nossos servidores”. (Dois dias depois, porém, a Liveleak recolocou o filme na web).

Três similaridades merecem menção: (1) tanto Allam (autor de um livro intitulado Viva Israele) quanto Wilders defendem Israel e os judeus; (2) ameaças muçulmanas contra as suas vidas forçaram-nos a viver sob proteção policial 24 horas por dia, durante anos; (3) e, a mais profunda similaridade: ambos compartilham de uma paixão pela civilização européia.

De fato, Allam e Wilders podem representar a vanguarda de uma reafirmação cristã/liberal dos valores europeus. É cedo para fazer previsões, mas esses indivíduos fortes e inamovíveis podem dar o encorajamento e o impulso àqueles que desejam manter a identidade histórica do continente europeu.

[1] NT: Essa legislação francesa é de 2004 e proíbe não apenas os hijabs, mas também uso de solidéus e de cruzes “grandes” em escolas públicas, indicando, portanto, a relutância em aceitar qualquer símbolo religioso, pois o estado francês decidiu enfatizar o seu laicismo, o seu secularismo.

[2] NT: Em alguns países, e em determinadas situações, o nome do meio pretende ressaltar alguma característica notável da pessoa.

Publicado originalmente no Jerusalem Post, em 03/04/2008, sob o título “A movie and a conversion: Europe begins to resist?" [“Um filme e uma conversão: a Europa começa a resistir?”]

Também disponível em danielpipes.org

Autor: Daniel Pipes é um dos maiores especialistas em Oriente Médio, Islã e terrorismo islamista da atualidade. Historiador (Harvard), arabista, ex-professor (universidades de Chicago e Harvard; U.S. Naval War College), Pipes mantém seu próprio site e dirige o Middle East Forum, que concebeu junto com Al Wood e Amy Shargel — enquanto conversavam à mesa da cozinha de sua casa, na Filadélfia — e que hoje, dez anos mais tarde, tem escritórios em Boston, Cleveland e Nova York. Depois do MEF, vieram o Middle East Quartely, o Middle East Intelligence Bulletin e o Campus Watch, dos quais ele participa ativamente. Juntos, esses websites recebem mais de 300 mil visitantes por mês. Por fazer a distinção sistemática entre muçulmanos não-islamistas e extremistas islâmicos, Daniel Pipes tem sido alvo de ataques contundentes. A polêmica gerada por sua nomeação, em 2003, para o Institute of Peace pelo presidente George Bush apenas confirmou o quanto as idéias de Pipes incomodam as organizações islamistas e outros interessados em misturar muçulmanos e terrorismo. Daniel Pipes é autor de 12 livros, entre eles, Militant Islam Reaches America, Conspiracy, The Hidden Hand e Miniatures, coletânea lançada em 2003.

Por Daniel Pipes em 08 de abril de 2008

© 2008 MidiaSemMascara.org