quinta-feira, 31 de julho de 2008

Agenda do pastor Gomes Silva para agosto

02 – Reunião com líderes nas Malvinas – Campina Grande/PB

03 – Prega na 1ª Igreja Batista nas Malvinas, dirigida pelo pastor Roberto Silva – Campina Grande/PB

08 – Santa Cruz de Capibaribe – PE

10 – Prega no Culto de Missões, da Igreja Assembléia de Deus (missão), dirigida pelo pastor Ourinho – Campina Grande/PB

Dia 18 - Visita amigos em Alagoa Grande-PB

Dia 21 - Igreja O Brasil Para Cristo: Campina Grande. Pastor Marcone Sebastião.

Dias 25, 26 e 27 – Participa do 1º Congresso de Pastores Evangélicos da Paraíba – Primeira Igreja Batista de João Pessoa – PB.

Dia 28 - Prega na Igreja do Nazareno: Campina Grande - Pr. Jamilson Silva

Dia 31 - Prega novamente na 1ª Igreja Batista das Malvinas: Pr. Roberto Silva.

Contatos:

E-mail: ministrodoreino@gmail.com ou entre em contato pelos telefones: (083) 88780109 ou (083) 3342 4654

Líder cristão é acusado de "destruir a harmonia dos jogos"

Um líder de uma igreja doméstica não-registrada na China foi retirado à força de casa, com sua esposa. De acordo com a Associação de Ajuda à China (CAA, sigla em inglês), o casal tem sido perseguido pelas autoridades chinesas desde o dia 6 de julho. A única explicação das autoridades a respeito do caso é a de que “ao se encontrar com americanos, o pastor destruiu a harmonia dos Jogos Olímpicos de Pequim”.

Conforme informou a CAA no dia 18 de julho, Bike Zhang, presidente da Federação de Igrejas Domésticas, e sua esposa, Xie Fenglan, foram forçados, pelos oficiais da Agência de Segurança Pública, a deixarem sua casa no distrito de Chaoyang, em Pequim. Ao descobrir que o casal havia encontrado abrigo na casa de um amigo, as autoridades os forçaram a deixar o lugar.

O dono de um hotel em outro distrito no qual o casal conseguiu se abrigar foi forçado a despejar o pastor e a esposa no dia 14 de julho. Os oficiais da Agência de Segurança da cidade ameaçaram prender o dono do hotel caso ele não despejasse o casal.

Quando tentavam ir para outra cidade procurar um lugar para ficar, o pastor Zhang e sua esposa foram parados por policiais. A CAA informou que eles foram levados para interrogatório no Ministério do Governo da cidade.

O casal foi interrogado durante toda noite pelos policiais, sem comer, beber ou descansar. Às 6:00 horas, Xie Fenglan teve um colapso, porém só foi levada ao hospital depois das 11:00 da manhã. Após ela se restabelecer o suficiente para poder viajar, o casal foi liberado e seguiu para um hotel, onde novamente foram intimados e forçados a deixar a cidade.

O pastor Zhang conseguiu alojar-se num hotel após levar sua esposa até a casa da irmã, em outra província, depois que a polícia impediu várias tentativas do casal na busca de um abrigo.

No dia 16 de julho, enquanto saiu para comprar remédios para sua esposa, Zhang foi seguido por policiais e Xia foi forçada a deixar a casa de sua irmã.

A última notícia recebida sobre o paradeiro do casal foi a de que Zhang e sua esposa estavam vivendo nas ruas, impossibilitados de encontrar abrigo. Quando perguntaram por que o casal estava sendo tratado dessa maneira, a CAA obteve como resposta que “Bike Zhang se encontrou com americanos e destruiu a harmonia dos Jogos Olímpicos de Pequim”.

“O tratamento rude dado a um líder tão respeitado e amado da igreja doméstica da China, é chocante e também uma clara violação dos direitos humanos básicos e dos domínios da lei”, disse o presidente da CAA, Bob Fu, em uma declaração. “O governo chinês não tem mostrado remorso ou discrição ao transgredir as Nações Unidas e os tratados internacionais que garantem aos cidadãos liberdades humanas básicas, assim como abrigo e proteção”, disse ele.

“As ações contra o pastor Bike Zhang e sua esposa são injustas e ilegais”, continua a declaração. “Esse tipo de comportamento... é reflexo de uma ditadura sem nenhuma consideração ao bem-estar dos cidadãos e não de um líder mundial merecedor da honra de ser o país sede dos Jogos Olímpicos”.

Mais um caso: Shi Weihan

Shi Weihan, outro chinês protestante, foi mantido sob custódia pela Agência Municipal de Segurança Pública de Pequim. A alegação é a de que ele é um “perigoso elemento religioso”. Shi Weihan é casado e tem duas filhas pequenas, sendo uma delas cidadã americana.

Ele, um editor cristão, foi preso pela primeira vez em novembro de 2007 por “prática de negócios ilegais”, mas foi libertado em janeiro de 2008 depois de as autoridades determinarem que não havia provas suficientes para sustentar a acusação.

No dia 19 de março, ele foi preso novamente, dessa vez por supostamente ter imprimido Bíblias e literatura cristã não autorizada.

“Apesar de ter prendido o Sr. Shi por um tempo maior do que o legalmente permitido, não ter apresentado acusações formais ou uma declaração judicial, a Agência de Segurança Pública ainda se recusa a autorizar a visita da família ou de advogados”, disse o porta-voz da CAA.

“Exigindo uma investigação avançada naquilo que eles chamam de “caso complexo”, o governo obteve sucesso em aprisionar o dono de uma livraria cristã, registrada legalmente, em uma localização não divulgada, e sem dar qualquer garantia de que ele está recebendo seu remédio de diabetes.”

A CAA “encoraja a comunidade internacional e todos aqueles que estejam preocupados a divulgar sua objeção a esses atos ao governo chinês”, disse Bob Fu.

Fonte: Agência SOMA
Enviado pelo Dr. Zenóbio Fonseca

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Pr. Gomes Silva


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O primeiro culto protestante no Brasil

Um grupo de huguenotes (protestantes calvinistas de fala francesa, também chamados de Reformados), no dia 07 de março de 1557, (57 anos depois do descobrimento do Brasil) na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro, realizaram o primeiro culto protestante em terras brasileiras.

Esse grupo de protestantes chegaram ao Brasil comandados pelo navegador Nicolau Durant de Villegaignon, em 1555. Nesse culto, estavam presentes Pierre Richier, que foi o pregador, o pastor Guillaume Chartier, o historiador Jean de Léry mais dez artesãos. A cerimônia foi realizada no Forte Coligne, na ilha de Serijipe, hoje Villegaignon. Foi realizada também a primeira ceia protestante do Brasil.

Nesta ocasião, alguns meses depois, em 1558, Richier e alguns outros foram obrigados a retornar para a França. Villegaignon, depois de conflitos pelo poder, mandou estrangular e lançar ao mar quatro dos que tinham a fé reformada e faziam parte da delegação de Genebra: Jean de Bourdel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourbon e André La Fon.

Esses homens foram forçados a redigir uma confissão de fé antes de serem mortos. Desses, somente André La Fon foi poupado. Os outros três leram a confissão de fé e foram mortos, tornando-se os primeiros mártires evangélicos do continente. Tal confissão de fé é tida como a primeira “Confissão de Fé” feita no solo brasileiro, e ficou conhecida como “Confissão Fluminense” ou “Confissão da Guanabara”. Segue abaixo o texto da Confissão Fluminense:

A Confissão de Fé de Guanabara
Por Jean de Bourdel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon e André la Fon

Segundo a doutrina de S. Pedro Apóstolo, em sua primeira epístola, todos os cristãos devem estar sempre prontos para dar razão da esperança que neles há, e isso com toda a doçura e benignidade, nós abaixo assinados, Senhor de Villegaignon, unanimemente (segundo a medida de graça que o Senhor nos tem concedido) damos razão, a cada ponto, como nos haveis apontado e ordenado, e começando no primeiro artigo:

I. Cremos em um só Deus, imortal, invisível, criador do céu e da terra, e de todas as coisas, tanto visíveis como invisíveis, o qual é distinto em três pessoas: o Pai, o Filho e o Santo Espírito, que não constituem senão uma mesma substância em essência eterna e uma mesma vontade; o Pai, fonte e começo de todo o bem; o Filho, eternamente gerado do Pai, o qual, cumprida a plenitude do tempo, se manifestou em carne ao mundo, sendo concebido do Santo Espírito, nasceu da virgem Maria, feito sob a lei para resgatar os que sob ela estavam, a fim de que recebêssemos a adoção de próprios filhos; o Santo Espírito, procedente do Pai e do Filho, mestre de toda a verdade, falando pela boca dos profetas, sugerindo as coisas que foram ditas por nosso Senhor Jesus Cristo aos apóstolos. Este é o único Consolador em aflição, dando constância e perseverança em todo bem.

Cremos que é mister somente adorar e perfeitamente amar, rogar e invocar a majestade de Deus em fé ou particularmente.

II. Adorando nosso Senhor Jesus Cristo, não separamos uma natureza da outra, confessando as duas naturezas, a saber, divina e humana nele inseparáveis.

III. Cremos, quanto ao Filho de Deus e ao Santo Espírito, o que a Palavra de Deus e a doutrina apostólica, e o símbolo,[3] nos ensinam.

IV. Cremos que nosso Senhor Jesus Cristo virá julgar os vivos e os mortos, em forma visível e humana como subiu ao céu, executando tal juízo na forma em que nos predisse no capítulo vinte e cinco de Mateus, tendo todo o poder de julgar, a Ele dado pelo Pai, sendo homem.

E, quanto ao que dizemos em nossas orações, que o Pai aparecerá enfim na pessoa do Filho, entendemos por isso que o poder do Pai, dado ao Filho, será manifestado no dito juízo, não todavia que queiramos confundir as pessoas, sabendo que elas são realmente distintas uma da outra.
V. Cremos que no santíssimo sacramento da ceia, com as figuras corporais do pão e do vinho, as almas fiéis são realmente e de fato alimentadas com a própria substância do nosso Senhor Jesus, como nossos corpos são alimentados de alimentos, e assim não entendemos dizer que o pão e o vinho sejam transformados ou transubstanciados no seu corpo, porque o pão continua em sua natureza e substância, semelhantemente ao vinho, e não há mudança ou alteração.

Distinguimos todavia este pão e vinho do outro pão que é dedicado ao uso comum, sendo que este nos é um sinal sacramental, sob o qual a verdade é infalivelmente recebida. Ora, esta recepção não se faz senão por meio da fé e nela não convém imaginar nada de carnal, nem preparar os dentes para comer, como santo Agostinho nos ensina, dizendo: “Porque preparas tu os dentes e o ventre? Crê, e tu o comeste.”

O sinal, pois, nem nos dá a verdade, nem a coisa significada; mas Nosso Senhor Jesus Cristo, por seu poder, virtude e bondade, alimenta e preserva nossas almas, e as faz participantes da sua carne, e de seu sangue, e de todos os seus benefícios.

Vejamos a interpretação das palavras de Jesus Cristo: “Este pão é meu corpo.” Tertuliano, no livro quarto contra Marcião, explica estas palavras assim: “este é o sinal e a figura do meu corpo.”
S. Agostinho diz: “O Senhor não evitou dizer: — Este é o meu corpo, quando dava apenas o sinal de seu corpo.”

Portanto (como é ordenado no primeiro cânon do Concílio de Nicéia), neste santo sacramento não devemos imaginar nada de carnal e nem nos distrair no pão e no vinho, que nos são neles propostos por sinais, mas levantar nossos espíritos ao céu para contemplar pela fé o Filho de Deus, nosso Senhor Jesus, sentado à destra de Deus, seu Pai.

Neste sentido podíamos jurar o artigo da Ascensão, com muitas outras sentenças de Santo Agostinho, que omitimos, temendo ser longas.

VI. Cremos que, se fosse necessário pôr água no vinho, os evangelistas e São Paulo não teriam omitido uma coisa de tão grande conseqüência.

E quanto ao que os doutores antigos têm observado (fundamen­tando-se sobre o sangue misturado com água que saiu do lado de Jesus Cristo, desde que tal observância não tem fundamento na Palavra de Deus, visto mesmo que depois da instituição da Santa Ceia isso aconteceu), nós não podemos hoje admitir necessariamente.

VII. Cremos que não há outra consagração senão a que se faz pelo ministro, quando se celebra a ceia, recitando o ministro ao povo, em linguagem conhecida, a instituição desta ceia literalmente, segundo a forma que nosso Senhor Jesus Cristo nos prescreveu, admoestando o povo quanto à morte e paixão do nosso Senhor. E mesmo, como diz santo Agostinho, a consagração é a palavra de fé que é pregada e recebida em fé. Pelo que, segue-se que as palavras secretamente pronunciadas sobre os sinais não podem ser a consagração como aparece da instituição que nosso Senhor Jesus Cristo deixou aos seus apóstolos, dirigindo suas palavras aos seus discípulos presentes, aos quais ordenou tomar e comer.

VIII. O santo sacramento da ceia não é alimento para o corpo como para as almas (porque nós não imaginamos nada de carnal, como declaramos no artigo quinto) recebendo-o por fé, a qual não é carnal.

IX. Cremos que o batismo é sacramento de penitência, e como uma entrada na igreja de Deus, para sermos incorporados em Jesus Cristo. Representa-nos a remissão de nossos pecados passados e futuros, a qual é adquirida plenamente, só pela morte de nosso Senhor Jesus.

De mais, a mortificação de nossa carne aí nos é representada, e a lavagem, representada pela água lançada sobre a criança, é sinal e selo do sangue de nosso Senhor Jesus, que é a verdadeira purificação de nossas almas. A sua instituição nos é ensinada na Palavra de Deus, a qual os santos apóstolos observaram, usando de água em nome do Pai, do Filho e do Santo Espírito. Quanto aos exorcismos, abjurações de Satanás, crisma, saliva e sal, nós os registramos como tradições dos homens, contentando-nos só com a forma e instituição deixada por nosso Senhor Jesus.

X. Quanto ao livre arbítrio, cremos que, se o primeiro homem, criado à imagem de Deus, teve liberdade e vontade, tanto para bem como para mal, só ele conheceu o que era livre arbítrio, estando em sua integridade. Ora, ele nem apenas guardou este dom de Deus, assim como dele foi privado por seu pecado, e todos os que descendem dele, de sorte que nenhum da semente de Adão tem uma centelha do bem.

Por esta causa, diz São Paulo, o homem natural não entende as coisas que são de Deus. E Oséias clama aos filho de Israel: “Tua perdição é de ti, ó Israel.” Ora isto entendemos do homem que não é regenerado pelo Santo Espírito.

Quanto ao homem cristão, batizado no sangue de Jesus Cristo, o qual caminha em novidade de vida, nosso Senhor Jesus Cristo restitui nele o livre arbítrio, e reforma a vontade para todas as boas obras, não todavia em perfeição, porque a execução de boa vontade não está em seu poder, mas vem de Deus, como amplamente este santo apóstolo declara, no sétimo capítulo aos Romanos, dizendo: “Tenho o querer, mas em mim não acho o realizar.”

O homem predestinado para a vida eterna, embora peque por fragilidade humana, todavia não pode cair em impenitência.

A este propósito, S. João diz que ele não peca, porque a eleição permanece nele.

XI. Cremos que pertence só à Palavra de Deus perdoar os pecados, da qual, como diz santo Ambrósio, o homem é apenas o ministro; portanto, se ele condena ou absolve, não é ele, mas a Palavra de Deus que ele anuncia.

Santo Agostinho, neste lugar diz que não é pelo mérito dos homens que os pecados são perdoados, mas pela virtude do Santo Espírito. Porque o Senhor dissera aos seus apóstolos: “recebei o Santo Espírito;” depois acrescenta: “Se perdoardes a alguém os seus pecados,” etc.

Cipriano diz que o servo não pode perdoar a ofensa contra o Senhor.

XII. Quanto à imposição das mãos, essa serviu em seu tempo, e não há necessidade de conservá-la agora, porque pela imposição das mãos não se pode dar o Santo Espírito, porquanto isto só a Deus pertence.

No tocante à ordem eclesiástica, cremos no que S. Paulo dela escreveu na primeira epístola a Timóteo, e em outros lugares.

XIII. A separação entre o homem e a mulher legitimamente unidos por casamento não se pode fazer senão por causa de adultério, como nosso Senhor ensina (Mateus 19:5). E não somente se pode fazer a separação por essa causa, mas também, bem examinada a causa perante o magistrado, a parte não culpada, se não podendo conter-se, deve casar-se, como São Ambrósio diz sobre o capítulo sete da Primeira Epístola aos Coríntios. O magistrado, todavia, deve nisso proceder com madureza de conselho.

XIV. São Paulo, ensinando que o bispo deve ser marido de uma só mulher, não diz que não lhe seja lícito tornar a casar, mas o santo apóstolo condena a bigamia a que os homens daqueles tempos eram muito afeitos; todavia, nisso deixamos o julgamento aos mais versados nas Santas Escrituras, não se fundando a nossa fé sobre esse ponto.

XV. Não é lícito votar a Deus, senão o que ele aprova. Ora, é assim que os votos monásticos só tendem à corrupção do verdadeiro serviço de Deus. É também grande temeridade e presunção do homem fazer votos além da medida de sua vocação, visto que a santa Escritura nos ensina que a continência é um dom especial (Mateus 15 e 1 Coríntios 7). Portanto, segue-se que os que se impõem esta necessidade, renunciando ao matrimônio toda a sua vida, não podem ser desculpados de extrema temeridade e confiança excessiva e insolente em si mesmos.

E por este meio tentam a Deus, visto que o dom da continência é em alguns apenas temporal, e o que o teve por algum tempo não o terá pelo resto da vida. Por isso, pois, os monges, padres e outros tais que se obrigam e prometem viver em castidade, tentam contra Deus, por isso que não está neles o cumprir o que prometem.

São Cipriano, no capítulo onze, diz assim: “Se as virgens se dedicam de boa vontade a Cristo, perseverem em castidade sem defeito; sendo assim fortes e constantes, esperem o galardão preparado para a sua virgindade; se não querem ou não podem perseverar nos votos, é melhor que se casem do que serem precipitadas no fogo da lascívia por seus prazeres e delícias.”

Quanto à passagem do apóstolo Paulo, é verdade que as viúvas tomadas para servir à igreja, se submetiam a não mais casar, enquanto estivessem sujeitas ao dito cargo, não que por isso se lhes reputasse ou atribuísse alguma santidade, mas porque não podiam bem desempenhar os deveres, sendo casadas; e, querendo casar, renunciassem à vocação para a qual Deus as tinha chamado, contudo que cumprissem as promessas feitas na igreja, sem violar a promessa feita no batismo, na qual está contido este ponto: “Que cada um deve servir a Deus na vocação em que foi chamado.”

As viúvas, pois, não faziam voto de continência, senão porque o casamento não convinha ao ofício para que se apresentavam, e não tinha outra consideração que cumpri-lo. Não eram tão constrangidas que não lhes fosse antes permitido casar que se abrasar e cair em alguma infâmia ou desonestidade.

Mas, para evitar tal inconveniência, o apóstolo São Paulo, no capítulo citado, proíbe que sejam recebidas para fazer tais votos sem que tenham a idade de sessenta anos, que é uma idade normalmente fora da incontinência. Acrescenta que os eleitos só devem ter sido casados uma vez, a fim de que por essa forma, tenham já uma aprovação de continência.

XVI. Cremos que Jesus Cristo é o nosso único Mediador, intercessor e advogado, pelo qual temos acesso ao Pai, e que, justificados no seu sangue, seremos livres da morte, e por ele já reconciliados teremos plena vitória contra a morte.

Quanto aos santos mortos, dizemos que desejam a nossa salvação e o cumprimento do Reino de Deus, e que o número dos eleitos se complete; todavia, não nos devemos dirigir a eles como intercessores para obterem alguma coisa, porque desobedeceríamos o mandamento de Deus. Quanto a nós, ainda vivos, enquanto estamos unidos como membros de um corpo, devemos orar uns pelos outros, como nos ensinam muitas passagens das Santas Escrituras.

XVII. Quanto aos mortos, São Paulo, na Primeira Epístola aos Tessalonicenses, no capítulo quatro, nos proíbe entristecer-nos por eles, porque isto convém aos pagãos, que não têm esperança alguma de ressuscitar. O apóstolo não manda e nem ensina orar por eles, o que não teria esquecido se fosse conveniente. S. Agostinho, sobre o Salmo 48, diz que os espíritos dos mortos recebem conforme o que tiverem feito durante a vida; que se nada fizeram, estando vivos, nada recebem, estando mortos.

Esta é a resposta que damos aos artigos por vós enviados, segundo a medida e porção da fé, que Deus nos deu, suplicando que lhe praza fazer que em nós não seja morta, antes produza frutos dignos de seus filhos, e assim, fazendo-nos crescer e perseverar nela, lhe rendamos graças e louvores para sempre. Assim seja.

Jean du Bourdel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon, André la Fon
Fonte: http://www.monergismo.com/textos/credos/confissao_guanabara.htm