sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O poder é assim mesmo: Injusto!

Estive em João Pessoa nesta quinta-feira resolvendo alguns problemas de ordens particulares. Passando pela Assembléia Legislativa do Estado vi uma cena que me chamou a atenção. Escorado a um poste de iluminação da Praça João Pessoa se encontrava do ex-deputado federal Filemon Rodrigues. Só, com uma bolsa debaixo do braço. Olhava para um lado e para outro, sem que ninguém o procurasse para lhe cumprimentar, embora próximo dele estivesse inúmeros senhores conversando assuntos diversos.

A cena não seria interessante se não envolvesse alguém que até bem pouco tempo era procurado por milhares de pessoas de várias partes do Estado. Sempre para resolver algum problema ou para dele receber alguma coisa. Comentei com alguém que estava comigo: Como o poder é injusto!

O poder dá inúmeras oportunidades. Às vezes ele é alcançado com esforço, com humildade, com altivez e com muito suor. Contudo, muitos o alcançam através de manobras, de jogo sujo ou apagando a estrela de outros para subir na vida.

Só que o poder é efêmero (passageiro) e muitos ignoram desse detalhe. Mas têm aqueles que acreditam piamente que o poder é duradouro. Ledo engano. Ele é também traiçoeiro, injusto e não poupa ninguém. Quando alguém obtém êxito na sua vida em determinado seguimento, precisa cuidar-se, vigiar... Porque amanhã ou depois o poder pode acabar e sua vida virar um inferno.

Na política – onde trabalhei por mais de 25 anos -, e em outros setores é assim. Hoje, uma pessoa pode estar no auge, assediado, Imprensa, amigos, recebendo tudo que é convite para jantar, almoço, casamento, aniversário... É muita festa; muita alegria e pouca consciência. Consciência de que a própria história pode mudar do dia para a noite. E, alguém que esteja no poder, hoje, pode ser esquecido no amanhecer de um novo dia.