sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Rádio Cenecista: 25 anos de história


Há 25 anos, mais precisamente no dia 4 de fevereiro de 1984, entrava no ar e na história de Picuí, a Rádio Cenecista, obra insigne do educador Felipe Tiago Gomes. Temia-se, no entanto, o sucesso da emissora em função dos “profetas” do mal, que não viam no comércio local condição suficiente para suprir a carência de um veículo de comunicação tão importante para a cidade, para a região e para a Paraíba. Ledo engano. A competência, a seriedade e a vontade de acertar fizeram com que homens e mulheres como Patrício Maracajá, Altair Saboia, Antônio Dantas e João Tavares de Lima, o nosso J. Tavares levassem a Cenecista ao auge e atingisse grandes índices de audiência no Curimataú e no Seridó da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
O tempo passou, o mundo globalizou-se, a terra esquentou, as águas do mar subiram, criaram nova moeda. A Rádio Cenecista, também mudou. E pra melhor!
Lembrou-me perfeitamente daquele 4 de fevereiro de 1984, quando Picuí viveu um dia de festa. O professor Felipe Tiago Gomes recebeu inúmeras lideranças públicas do Estado e do Brasil para inaugurar o que é, hoje, um dos maiores patrimônio de Picuí. A sala de áudio ainda em arrumação, um pedestal e um microfone da sala de locução, contando com a participação de companheiros para aprender a dar os primeiros passos para a locução radiofônica, a exemplo de J. Tavares, magrinho, cabelo grisalho, braços cruzados, porém animado mais do que pinto no monturo visualizando um futuro promissor. E ele tinha razão.

Lembrou-me que José Costa Cabral (acho que o nome era esse), radialista vindo de Maceió comandou a primeira transmissão da emissora, a inauguração dela própria. Os corredores da Cenecista ficaram superlotados, o calor tomou conta do ambiente, e teve uma senhora que chegou a ter dificuldade para respirar. Mas tudo era válido para conhecer o novo empreendimento do ilustre picuiense Felipe Tiago Gomes.

Tive a felicidade de fazer parte da primeira equipe de funcionários da Cenecista, atuando como operador de áudio e, posteriormente, apresentador de programa esportivo. Eu estou, claro, entre os 51 funcionários que já vestiram essa camisa nesses 25 anos. Não lembro todos, mas boa parte: Fernando Guedes, Antônio Dantas, J. Tavares (hoje, o diretor), Patrício Maracajá, Edna (programação), Altair Saboia, Fabiano Régis (que me chamava de “O homem dos dedos mágicos” – dada a agilidade com que trabalhava a técnica), Zé (Transmissor), Ednaldo Lúcio (transmissor), Antônio Onóbio (Transmissor), Duda (Transmissor), Raimundo Medeiros, Sandra Medeiros, Geraldo Batista, Jair Gomes, Alderir Galvão, Lenita (zeladora), Alberto Araújo, Cabo Antônio (vigilância), Francisco Araújo, Adailton Silva (hoje juiz de direito em Areia-PB), e tantos outros.

Todos esses funcionários trabalharam com seriedade e conquistando credibilidade e confiança dos ouvintes da Cenecista, aonde chega o ponto.

Muitas histórias da Rádio Cenecista existem para ser contadas aos nossos filhos gente lembrar e matar a saudade, a exemplo da primeira transmissão esportiva, quando ficávamos (eu, Aderir) no quarto narrando o jogo de handebol na quadra (hoje é um ginásio), justamente para não fazermos feio na hora da transmissão.
Parabés, Rádio Cenecista!